
Sim, pets sentem ciúmes, especialmente cães e gatos. Esse sentimento não é exatamente igual ao dos humanos, mas está ligado à forma como eles percebem atenção, vínculo e recursos importantes, como comida, carinho e espaço.
Na prática, o ciúme aparece quando o pet sente que algo “valioso” para ele está sendo dividido ou ameaçado. Pode ser a chegada de outro animal, um novo membro da família ou até mudanças na rotina, como o tutor passar mais tempo no celular ou no trabalho.
Do ponto de vista do comportamento animal, o que chamamos de ciúme é uma resposta emocional ligada à competição por atenção e segurança. O pet associa o tutor a proteção e bem-estar, então qualquer situação que altere essa relação pode gerar insegurança e comportamentos diferentes.
É importante entender que pets sentem ciúmes não apenas de outros animais, mas também de pessoas. Um cachorro pode ficar incomodado quando o tutor dá mais atenção a um bebê, a um parceiro ou até a visitas. Já os gatos podem se afastar, observar mais ou tentar “interromper” interações.
Como identificar ciúme no pet?
Alguns sinais comuns incluem:
- Tentativa constante de chamar atenção
- Ficar entre o tutor e outra pessoa ou animal
- Vocalizações excessivas (latidos ou miados)
- Mudanças no comportamento, como isolamento ou agitação
- Pequenos comportamentos de “marcação”, como empurrar com a pata ou subir no colo
Os motivos que podem causar ciúmes geralmente estão ligados a mudanças: novos pets, novos moradores, alterações na rotina, falta de estímulos ou até tédio. Tudo isso impacta a forma como o animal se sente no ambiente.
O mais importante é não punir o pet por esse comportamento. O ideal é reforçar experiências positivas, oferecer atenção de forma equilibrada, manter rotinas previsíveis e estimular atividades físicas e mentais. Isso ajuda o animal a se sentir mais seguro e confiante.
Você sabia?
Estudos em comportamento animal mostram que cães conseguem demonstrar comportamentos semelhantes ao ciúme até ao ver o tutor interagindo com objetos, como um brinquedo “realista” ou até outro cachorro na TV.
Com paciência, consistência e carinho, é possível ajudar o pet a lidar melhor com essas emoções e fortalecer ainda mais o vínculo entre tutor e animal.
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